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Curitiba, 22 de novembro de 2019
   

Seminário sobre Autismo e Inclusão é realizado no Parque Barigui

01/04/2017
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O prefeito Rafael Greca disse neste sábado (01), no primeiro Seminário Autismo e Inclusão, no Parque Barigui, que sua gestão quer se dedicar fortemente à educação inclusiva das crianças e dos adolescentes com os variados tipos de deficiências. “Que nada falte a ela e que seja bem apoiada”, determinou. Mais de 500 dos quase 2,2 mil estudantes de inclusão da rede municipal de ensino são autistas.

O evento é o primeiro promovido pela União de Pais pelo Autismo (Uppa) com a Secretaria Municipal da Educação, que a partir deste ano elevou a Educação Especial do status de gerência para o de departamento. “Este é um setor tão importante para a nossa secretaria quanto o Ensino Fundamental ou a Educação Infantil”, afirmou a secretária Maria Sílvia Bacila, que abriu o seminário.

Autismo é a condição que compromete a capacidade de se comunicar, compartilhar, expressar sentimentos e pensamentos e de usar palavras de acordo com o contexto. Dependendo de cada caso, essa condição pode interferir no desenvolvimento global da criança.

Segundo o neuropediatra Antônio Carlos de Farias, que também é professor do curso de Medicina da Universidade Positivo e pesquisador do Instituto Pelé-Pequeno Príncipe, fazer o diagnóstico nos primeiros meses de vida da criança é o primeiro passo para se obter bons resultados na interação social do autista.

Ele frisou que as características da síndrome – que se apresentam em variados níveis de comprometimento em cada paciente – podem ser observadas antes que a criança fale. Como exemplos citou a falta de reação do bebê ao estímulo da voz da mãe ou dos sons do ambiente, que podem ser sinais de alerta para o autismo e devem ser compartilhadas com o pediatra.

A seguir, observou Farias, é necessário dosar as terapias estimuladoras. “Na medida do necessário, deve-se concentrar as terapias de apoio à interação da criança autista a cada fase do desenvolvimento, sem estressá-la. É necessário que a família exercite no cotidiano as práticas aprendidas pelo autista na terapia e que ele se torne cada vez mais independente desse apoio clínico. A meta é a integração social e a autonomia”, frisou.

Inclusão

A rede municipal de educação tem 2.166 estudantes de inclusão. São 1.497 no Ensino Fundamental, 389 na Educação Infantil e 280 na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para atendê-los, conta com oito centros de atendimento especializados (CMAEs), três escolas especiais, 27 salas de recursos multifuncionais, 87 classes especiais, 81 salas de recursos e cinco para atendimento de estudantres com altas habilidades. Além disso, prestar atendimento pedagógico domiciliar e hospitalar para quem não pode ir à escola.

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