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Curitiba, 21 de outubro de 2017
   

Empregados do Hospital de Idoso se unem pela doação de sangue

14/06/2017
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Empregados Hospital do Idoso Zilda Arns e da Maternidade Bairro Novo conhecem de perto os benefícios que a transfusão de sangue opera nos pacientes. Todos se juntaram na campanha para estimular doações, nesta quarta-feira (14/6), Dia Mundial do Doador de Sangue, e comemorar os dois anos da Agência Transfusional, instalada no hospital.

Desde sua inauguração, em 2015, a agência atendeu a 906 pacientes do hospital e 60 da maternidade. Para aumentar as perspectivas de vida dessas pessoas foram 4.536 bolsas transfundidas. O material é fornecido pelo Hemepar. “O sangue total é separado por hemocomponentes em quatro bolsas, usadas em quantidade relativa ao peso do paciente”, explica a farmacêutica Larissa Savoia Assef.

As quatro bolsas citadas por Larissa são de concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, crioprecipitado e concentrado de plaquetas. Este último, por exemplo, chega ao paciente na proporção de uma bolsa a cada 10 quilos. “A necessidade é muito grande, por isso estimulamos sempre a doação”, diz a farmacêutica.

Segurança

Larissa é uma das profissionais que trabalha na Agência Trasfusional, com seis técnicos de laboratório, um médico hematologista e um assistente administrativo. A criação da unidade aumentou a segurança nas transfusões de sangue e reduziu o tempo do procedimento. É responsável por armazenar o sangue e seus componentes (hemácias e plaquetas), com refrigeração e manejo adequados, e fazer testes de compatibilidade entre receptor e doador.

Antes da agência, a enfermagem do Hospital do Idoso tinha que recorrer ao Hospital do Trabalhador, com uma amostra de sangue do paciente, para achar bolsas com material compatível de doador. Esse transporte levava em torno de três horas. O mesmo procedimento, feito dentro do Hospital do Idoso, reduziu em 70% o tempo para a transfusão.

A agência monitora, com a enfermagem, o quadro clínico do paciente – antes e depois da transfusão – e a conformidade dos sinais vitais e eventuais reações. Também são promovidas capacitações sobre manipulações, transporte e protocolos de procedimento

Sem desperdício

A agência transfusional reduziu o desperdício de hemocomponentes como o plasma fresco. Muito usado em cirurgias, para garantir estoque em casos de emergência, o material era solicitado ao Hospital do Trabalhador e enviado em temperatura ambiente, para uso imediato.

Se não fossem aproveitados, eram descartados. “O descongelamento do plasma é de aproximadamente 20 minutos e podemos fazê-lo apenas quando for necessário”, relata Larissa.

A hemorragia é a principal causa de morte de mulheres no Brasil no período pós-parto. “Não é algo frequente, mas quando acontece a rapidez com que esse sangramento é contido e o sangue perdido é reposto é determinante para salvar aquela vida; com a agência o tempo para obtermos o sangue caiu para 1hora apenas”, analisa Letícia Siniski de Lima, coordenadora de enfermagem da maternidade.

A Agência realiza o acompanhamento dos procedimentos com suporte telefônico. “Fazemos o monitoramento, junto à equipe de enfermagem, da infusão do sangue, do quadro clínico do paciente – antes e depois da transfusão – e a conformidade dos sinais vitais e eventuais reações”, descreve Larissa.

Também são realizadas capacitações sobre manipulações, transporte e protocolos de procedimento. “O treinamento nos ajudou a ajustar procedimentos, como a diminuição das transfusões noturnas, pois dificultam o acompanhamento de reações”, explica Letícia.

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