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Curitiba, 26 de junho de 2017
   

Prefeitura recebe sindicatos, reforça dimensão da crise e analisará emendas

14/06/2017
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O secretário do Governo Municipal, Luiz Fernando Jamur, reforçou nesta quarta-feira (14/6), em reunião com representantes dos sindicatos que representam o funcionalismo municipal, que as medidas previstas no Plano de Recuperação de Curitiba são essenciais para a Prefeitura conseguir pagar os salários dos servidores em dia e manter os serviços à população.

Segundo o secretário, há risco de que esses compromissos não possam ser mantidos se a rota da gestão financeira da cidade não for mudada com urgência. O Plano tramita há quase três meses na Câmara Municipal e teve a votação de quatro projetos suspensa nesta terça-feira (14/6).

“O que não podemos é fingir que não há um problema sério, que não existe uma crise econômica feroz e que em breve podemos vir a enfrentar uma situação que outras cidades estão enfrentando, com salários de servidores atrasados e serviços suspensos”, disse Jamur. “Nosso compromisso é resolver os problemas.”

A reunião foi agendada a pedido da Câmara Municipal após a votação de quatro dos 12 projetos de leis do Plano de Recuperação de Curitiba ter sido suspensa.

“O Plano nos dá condições de começarmos a virar a página da crise e voltarmos a prestar um atendimento adequado à população”, afirmou.

Jamur também ressaltou que todos os direitos dos servidores estão sendo mantidos – e que as medidas que afetam o funcionalismo são necessárias para que a Prefeitura tenha fôlego para manter as obrigações financeiras. “Mas absolutamente nenhum direito está sendo retirado”, disse. “O que queremos é ter condições financeiras de cumprir com todos os compromissos com o conjunto dos servidores.”

Emendas
Dois dos quatro sindicatos representados na reunião apresentaram emendas aos projetos de lei. Elas serão analisadas e será dado um retorno à Câmara Municipal na semana que vem. Foram dez sugestões, que se somam a outras já apresentadas por vereadores na Câmara, onde o Plano tramita desde 28 de março.

Parte dos sindicatos não apresentou emendas, solicitando a retirada integral do Plano, que consideram inadequado.

Jamur lembrou que a Prefeitura mantém um canal de diálogo permanente com os sindicatos, já tendo realizado 44 encontros com os representantes das categorias de servidores. O debate foi realizado ao longo de toda a tramitação do Plano, sendo que em cinco ocasiões secretários municipais participaram de sessões no Legislativo para esclarecer pontos do Plano.

O secretário também afirmou que durante todo o processo de tramitação não surgiu nenhuma proposta alternativa que permita retomar a sustentabilidade financeira da cidade. “Nosso compromisso é com os quase dois milhões de pessoas que vivem em Curitiba”, afirmou Jamur.

O problema, destacou, é de grande magnitude: “A dívida com fornecedores é de R$ 1,2 bilhão e o déficit orçamentário é de R$ 2,1 bilhões num orçamento total de R$ 8 bilhões”, afirmou.  

Com esse quadro, a cada dia fica mais difícil, por exemplo, negociar com fornecedores que estão com créditos atrasados com o município – o que compromete o fornecimento de insumos básicos em áreas como Saúde e Educação.

Participaram da reunião o presidente da Câmara Municipal, Serginho do Posto, e o líder do governo municipal na Câmara, Pier Petruzziello.

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