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Curitiba, 17 de outubro de 2018
   

Mocidade Azul leva tema polêmico para a avenida e vence o carnaval

11/02/2018
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Curitiba já conhece a escola de samba vencedora do carnaval 2018. O resultado anunciado na noite deste domingo (11/02) aponta a Mocidade Azul como a grande campeã. A notícia fez explodir a emoção entre a torcida que tomou conta do Memorial de Curitiba, local da apuração das notas. Em segundo lugar ficou a Acadêmicos da Realeza, seguida pela Imperatriz da Liberdade.

Encerrando o desfile, na madrugada de domingo, a tetracampeã Mocidade Azul criticou na avenida a crise, a falta de ética e a corrupção com o enredo “Quem canta seus males espanta. Onde está o dinheiro? Quem foi o gato que comeu?”. A Escola totalizou 179,2 pontos.

"Nós da Mocidade Azul conseguimos provar mais uma vez que Curitiba tem carnaval e nós temos condições de fazer uma festa até melhor do que a gente fez. Viemos com um enredo polêmico que mexe com o momento político do país em que estamos vivendo. Sem citar nomes não atacamos nenhuma pessoa. É o que o povo está vivendo e felizmente demos sorte e o público entendeu a nossa mensagem", afirma Altamir Jorge Ramos, presidente da Mocidade Azul há 14 anos.

Esquenta

O aquecimento para a apuração começou ao meio-dia, quando a Banda Lyra tocou as tradicionais marchinhas de carnaval no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem. A educadora de Maceió (AL) Maria Conceição Farias, 68, conta que se sentiu na sua terra natal. “Estou adorando encontrar esse clima de carnaval em Curitiba. A cidade é maravilhosa e, com essa recepção festiva, estou me sentindo em casa”, contou.

A apuração começou às 15h, com a abertura das notas dos desfiles da estreante Enamorados do Samba, da Unidos de Pinhais, da Império Real de Colombo, e da escola Os Internautas pelo  Grupo de Acesso. Pelo Grupo Especial, disputam o título a Imperatriz da Liberdade, a Embaixadores da Alegria, a Leões da Mocidade e a Mocidade Azul.

Vice-campeã, a Acadêmicos da Realeza recebeu 178,8 pontos. A escola fez uma homenagem ao apresentador Chacrinha, com o enredo “Ó Terezinha Ó Terezinha, é um barato o centenário do Chacrinha”.

A Imperatriz da Liberdade, primeira escola a desfilar no grupo especial, ficou em 3.º lugar, 176,2 pontos. A agremiação levou para avenida o enredo “Na ginga da capoeira a Imperatriz sacode a poeira”, homenagem à dança que é um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira.

Com o enredo “Peabiru – Yvi Mara’ey, eu vou pelo caminho do Sol”, a Leões da Mocidade ficou em 4.º lugar com 171,5 pontos. A escola teve redução de três pontos por desfilar com número inferior ao exigido na Ala das Baianas.

Em 5.º lugar, com 162,4 pontos, ficou uma das mais antigas agremiações carnavalescas de Curitiba, a Embaixadores da Alegria, que festejou na avenida os seus 70 anos. A escola perdeu cinco pontos também por desfilar com menos integrantes na Ala das Baianas. Com o samba “O céu se abre para cantar, como é grande o meu amor por você!”, a agremiação destacou a própria história, lembrando os seus antigos carnavais, especialmente aqueles que lhe renderam títulos.

Acesso

No Grupo de Acesso, o primeiro lugar ficou com a Escola Enamorados do Samba, com 172,9 pontos e que em 2019 passará a integrar o grupo principal. A agremiação foi a primeira a entrar na avenida, estreando no carnaval curitibano. Com a proposta de ser uma escola ecológica, preocupada em transmitir a mensagem da preservação ambiental, utilizou em suas fantasias e alegorias apenas material reciclável. O tema da ecologia e do meio ambiente estava no enredo “Mais amor por um mundo melhor”.

"Dedico este importante reconhecimento à toda a nossa comunidade, aos  nossos amigos, às pessoas que realmente abraçaram essa causa e batalharam para juntos fazermos o nosso melhor", afirmou Marlene Monte Carmelo, presidente da Enamorados.

Em segundo lugar ficou a Internautas, com 162,6 pontos, A escola encerrou a primeira parte do desfile enaltecendo a cidade com o enredo “Curitiba, sua cultura e sua glória retratadas nas linhas da história”.

A Unidos de Pinhais perdeu 43 pontos, um por cada minuto de atraso para entrar na avenida. A agremiação apresentou o enredo “Carrossel dos meus sonhos de criança... histórias de vovó”. Já a Império Real de Colombo foi desclassificada porque não compareceu na avenida com o número mínimo de 160 componentes. O tema escolhido pela escola fez referencia à “maladragem”: “Das terras cariocas para o solo do pinhão, malandro é malandro e mané é mané...”.

A comissão responsável pela escolha das escolas de samba vencedoras reuniu os músicos Lourival Ferreira e Leocádio Fernandes na avaliação da bateria; Eli Pereira da Silva e Ricardo Maia Verocai, samba enredo; Eliane Berger (atriz e coreógrafa) e Kátia Drummond (atriz e cantora), Comissão de Frente; Silvana Cavichiolo e Maristela Reiner, mestre-sala e porta-bandeira; Geslline Braga e Otávio Zucon, quesito enredo; Leandro Leal e Ademir Nelson Pereira da Silva, Harmonia; Julmar Rubens Leardini e Ângela Maria Medeiros, Conjunto; Cirlei Gonçalves e Gilmar Carlos da Silva, Fantasia; José Augusto Gemba Rando e Anne Brasil de Araújo, alegorias e adereços. A equipe ainda contou com os suplentes Cristina Herrera, Luciano Kampf e Roberto Alves (analistas culturais).

Comissões

Toda a organização da festa esteve a cargo da Comissão de Carnaval 2018, presidida por Jaciel Teixeira e composta por 30 membros. Dois representantes de cada escola, um do Fórum das Escolas de Samba, dois do Conselho Municipal de Cultura e nove da equipe da Fundação Cultural. No total foram mais de 500 pessoas envolvidas na organização e produção de todas as atividades do Carnaval 2018.

"Nós demos um salto de qualidade em aspectos organizacionais, financeiros e logísticos. As medidas adotadas pelo prefeito Rafael Greca permitiram que para 2018 pudéssemos fazer um planejamento mais correto das ações, desde o pré-carnaval, com o Garibaldis e Sacis, ao desfile das escolas e aos outros eventos que acontecem na cidade, como o Zombie Walk e o Psycho Carnival”, destaca Jaciel Teixeira, presidente da comissão do Carnaval 2018".

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