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Curitiba, 22 de maio de 2018
   

Monitoramento diário garante a qualidade nas feiras da Prefeitura

15/05/2018
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Quem é freguês se encanta com a variedade das frutas, verduras, carnes, peixes e frios à venda nas 76 feiras da Prefeitura. Mas o que a maioria dos consumidores não sabe é que, por trás de toda a qualidade oferecida pelos comerciantes, está uma equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab) de olho na procedência dos alimentos comercializados nas feiras livres, noturnas, gastronômicas, de orgânicos e no Nossa Feira.

Diariamente, funcionários da Gerência do Controle de Qualidade da secretaria visitam diferentes pontos para avaliar os feirantes e os produtos, através de um rigoroso check list com vários quesitos a serem cumpridos, como limpeza das bancas, higiene pessoal, descarte adequado de resíduos, rotulagem e, como “ponto crítico” de controle, a temperatura dos alimentos. “Nossa missão é monitorar e orientar os comerciantes sobre como manter a qualidade dos alimentos de origem vegetal e animal, bem como os prontos para consumo”, explica a médica veterinária e gerente técnica de Controle de Qualidade da secretaria, Virginia Afonso Gasparini.

Em ação

Munidos de listagens de verificação, termômetros e máquina fotográfica, os técnicos da Prefeitura visitam as feiras sem prévio aviso. O check list é customizado para cada tipo de produto – de origem animal, vegetal, orgânico e alimentos prontos.

Caso o técnico encontre um item em desacordo, a irregularidade é fotografada e é feito um Auto de Constatação de Irregularidade. O documento é enviado ao setor responsável na secretaria para que seja aberto um processo administrativo. Os permissionários com os itens em desacordo são orientados para corrigir as falhas.

A gerente técnica de Controle de Qualidade da Smab ressalta que o monitoramento visa, principalmente, a orientação para o uso de boas práticas e, portanto, não tem caráter punitivo, apesar de existirem penalidades para coibir práticas inadequadas (advertência, multa, suspensão e até cassação da licença de permissionário). “Cada permissionário recebe a visita de um monitor pelo menos uma vez a cada trimestre”, acrescenta Virgínia.

O trabalho de monitoramento também é realizado no Mercado Municipal, no Mercado Regional Cajuru, no Varejão do Capão Raso e nos Sacolões da Família.

Tudo fresquinho

A aposentada Leonor Bonatto, 95 anos, é freguesa há cinco anos da Feira Livre do Rebouças e, apesar da dificuldade para andar, não abre mão de ir ao ponto para adquirir os alimentos vendidos. “Tudo é fresquinho e aqui compro frutas, verduras, peixes e frios”, conta ela, que mora na Avenida Sete de Setembro, no Centro.

O professor Daniel Lopes, 41 anos, já é cliente há um ano da Feira do Rebouças e confirma que qualidade dos hortifrútis é um diferencial do ponto da Prefeitura. “Nas bancas, eu olho atentamente como estão as frutas e verduras. Tudo está sempre limpo e bonito”, garante ele, que mora a poucas quadras da feira, na Rua Nunes Machado.

Delza Fernandes, 80 anos, é cliente cativa da van de queijos e frios da Feira do Rebouças. “Aqui a gente sabe da procedência e os feirantes sempre explicam como conservar por mais tempo”, acrescenta a pensionista, que também adquire frutas e verduras no local.   


FIQUE ATENTO 

Algumas exigências que os feirantes precisam cumprir e que fazem parte do monitoramento da Secretaria Municipal de Abastecimento e Agricultura:

- Os pescados, vendidos obrigatoriamente em traillers, devem ser acondicionados em balcões refrigerados com temperatura entre -2°C e 2°C. Frangos, até 5°C. Carnes, até 7°C. Frios e embutidos, até 10°C;

- Lembra do pastel “quentinho”? Ele deve ser conservado em temperatura superior a 60°C;

- Frutas, verduras e legumes devem trazer, em plaquinhas, adesivos ou banners, informações sobre a origem (rotulagem);

- No caso dos orgânicos, é exigido ainda o selo Orgânico Brasil para os alimentos embalados e placas ou banners para os produtos a granel.

- Ovos e mel precisam trazer identificação de origem.

- Alimentos minimamente processados (couve picada, por exemplo) deve estar embalados, identificados e acondicionados em balcões refrigerados com temperatura até 5°C.

- O comerciante de alimentos prontos ou de origem animal deve usar roupas e equipamentos adequados ao produto, touca no cabelo e não pode usar acessórios, como brincos e anéis;

- Feirante que prepara alimento precisa comprovar que fez curso de manipulador de alimentos;

- Alimentos embalados devem vir com etiquetas com data de fabricação, validade, entre outras informações;

- No caso das barraquinhas de alimentos prontos e de origem animal, é exigido que tenha pia exclusiva para lavar as mãos.


 

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