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Curitiba, 17 de agosto de 2018
   

Reorganização dos Cras reforça atendimento nas áreas mais carentes

09/08/2018
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A Fundação de Ação Social (FAS) vai reorganizar a rede de atendimento de proteção social básica de Curitiba. Famílias referenciadas em seis Centros de Referência de Assistência Social (Cras) da capital passarão a ser atendidas em outras unidades, localizadas na mesma região, enquanto funcionários serão realocados para reforçar o atendimento, o que ajudará a qualificar os serviços.

O projeto de reordenamento das unidades, que vinha sendo amplamente discutido com a população desde o dia 26 de junho, recebeu o aval do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), nesta quinta-feira (9/8). Com nove votos favoráveis e sete contrários, o projeto foi aprovado pelos conselheiros do órgão, que reúne representantes governamentais e da sociedade civil. Dois conselheiros faltaram à votação.

Os Cras que terão mudanças são o Sambaqui, na Regional Bairro Novo, que será transformado em Unidade de Atendimento, garantindo a manutenção dos serviços no mesmo espaço; o Vila Hauer, na Regional Boqueirão; o Jardim Gabineto e o Arroio, na CIC; o Portão, na Regional Portão; e o Butiatuvinha, na Regional Santa Felicidade. 

A proposta inicial era reordenar sete unidades, mas depois de ouvir a população a FAS optou por manter o Cras Santa Rita, na Regional Tatuquara, o que faz com que a medida passe a valer para seis centros.

Outra medida adotada será a transferência de endereço de duas unidades, nas regionais Boa Vista e CIC, para que fiquem próximas das famílias mais vulneráveis. É o caso do Cras Boa Vista, que mudará do bairro Boa Vista para uma área mais próxima do Santa Cândida. Já o Cras Alto Bela Vista, localizado no Augusta, será instalado na região do Moradias Corbélia, ambos na regional CIC. No imóvel deixado pelo Cras Alto Bela Vista será implantada também uma Unidade de Atendimento, espaço de apoio ao Cras em áreas mais distantes.

Reforço

A assessora de Planejamento da FAS, Ana Luiza Suplicy Gonçalves, explica que o reordenamento é necessário para adequar o atendimento às mudanças geográficas e de perfil da população atendida pelo município. Além disso, a medida permitirá reforçar o atendimento nos locais de maior demanda.

“Trata-se de uma medida que busca a eficiência administrativa, para otimizar a prestação do serviço. As mudanças ocorrerão apenas nos espaços físicos e nenhum serviço deixará de ser ofertado à população”, explica a assessora.

Rede

Curitiba tem hoje 45 Cras e com o reordenamento passará a contar com 39 unidades, responsáveis pelo atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Essa quantidade de unidades mantém Curitiba com a maior rede proporcional ao número de habitantes em metrópoles do país, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre.

Com a mudança, o município terá Cras para cada 2.801 famílias cadastradas, enquanto o estabelecido pela Política Nacional de Assistência Social é de um para cada 5 mil famílias.

Os Cras são considerados a porta de entrada da assistência social. Oferecem serviços que buscam o fortalecimento da convivência com a família e com a comunidade, orientam a população sobre os benefícios assistenciais e fazem o cadastramento dos usuários programas sociais do governo federal.

 

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