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Curitiba, 24 de setembro de 2018
   

Curitibinhas têm lições de empreendedorismo na escola

13/09/2018
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Um projeto de produção e venda de sanduíches naturais envolve 70 estudantes da Escola Municipal Raoul Wallenberg, no Butiatuvinha. O desafio é desenvolver habilidades empreendedoras em meninos e meninas.

A ação é uma parceria do Projeto Linhas do Conhecimento, da Secretaria Municipal da Educação, com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Paraná.

A articuladora pedagógica da escola, Marina Louise Teixeira Santos, explica que a atividade envolve lições de como planejar e viabilizar um negócio, combinando situações teóricas e práticas.

“O projeto busca promover a educação empreendedora para que os estudantes possam protagonizar situações para o mundo dos negócios e ampliar o conhecimento sobre o assunto”, esclarece Marina.

Seguindo a metodologia proposta pelo Sebrae, as turmas de 5º ano têm atividades práticas que privilegiam o exercício manual, a criatividade e o trabalho em equipe para criar uma receita de sanduíche natural. Posteriormente, o alimento será comercializado em eventos promovidos na unidade.

Divididos em grupos, os estudantes trabalham em pesquisas, definição de receitas, escolha do preço ideal do produto e cálculo de custos.

Integrando saberes

O projeto é amplo. Conteúdos de História, Ciências, Matemática, Artes e Língua Portuguesa conduzem as dinâmicas para o trabalho. O primeiro passo foi produzir, na horta da unidade, canteiros para o cultivo de alface, matéria-prima essencial para a produção do sanduíche.

Os estudantes observam o crescimento das plantas e fazem relatórios descritivos do processo, desde a germinação até a colheita. As professoras aproveitam esses relatórios para analisar a capacidade de produção de texto, bem como ortografia e gramática, o que se encaixa nos conteúdos de Língua Portuguesa.

A estudante Camila Correa Onizuka Martins, de 10 anos, deseja ser confeiteira e conta que participar do projeto é uma grande oportunidade. “É uma experiência maravilhosa porque a gente aprendeu e planejar e a mexer com dinheiro. Tudo isso é importante para abrir um negócio”, analisa Camila.  

Em Matemática, são abordados pelos pequenos empreendedores conteúdos como quantidade de sementes, o peso ao adquiri-las, os litros de água necessários para fazer a irrigação da horta, quantos quilogramas de adubo e terra são necessários, a medição das dimensões dos canteiros e a altura das verduras.

Mão na massa

No início desta semana, meninos e meninas da escola iniciaram a retirada da hortaliça e fizeram a primeira prova do sanduíche natural.

“Agora é o momento de planilhar despesas, pensar na embalagem, no marketing, nos materiais necessários e quantidades a produzir”, conta a professora da prática de Ciências, Regiane Aparecida Vieira.

Em 28 de setembro, dia da reunião com os pais, todos terão a oportunidade de comprar um sanduíche natural e contribuir para o trabalho dos estudantes. “Com ações de protagonismo eles aprendem a produzir, realizar um trabalho, criar estratégia e ampliar os saberes curriculares de forma autônoma”, destaca Regiane.

Ela observa que, ao longo do processo, já é possível perceber os perfis dos estudantes. “Eles demonstram quando têm aptidão para gerir, quando conseguem trabalhar em equipe e trocar ideias, por exemplo. Quem tem o perfil empreendedor já demonstra nessa oportunidade, bem cedo”, garante a professora.

 

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