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Curitiba, 19 de outubro de 2018
   

FAS trabalha para reduzir o risco social sobre a infância e fortalecer famílias

11/10/2018
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A menina Camila só vai nascer em fevereiro, mas já é uma das crianças acompanhadas pela Fundação de Ação Social (FAS) e outros órgãos da Prefeitura. Ela é a filha em gestação pela ex-auxiliar de cozinha Michelle Fernandes que, sem ter onde morar, pernoita na casa de passagem exclusiva para mulheres no bairro Rebouças e passa o dia no Centro de Referência da Assistência Social para Pessoas Em Situação de Rua (Centro Pop) João Dorvalino Borba, no Centro.

A proteção contra o risco a que Camila está sujeita é uma das atribuições da FAS, que também trabalha pelo fortalecimento dos vínculos entre as crianças e suas famílias. Porém, quando isso não é suficiente, cabe ao órgão subsidiar unidades de acolhimento para manter os meninos e meninas de 0 a 11 anos incompletos que não têm família ou são afastados dela por determinação judicial.

“Muitas das funções da FAS zelam pela infância, promovendo a inclusão social das crianças e de suas famílias, acompanhando ou assistindo as que estão vulneráveis e precisam de acolhimento em unidades próprias ou conveniadas por determinação judicial, além de fazer pontes com os demais órgãos públicos para que elas tenham acesso aos serviços e à rede de proteção municipal”, resume a coordenadora da Assessoria de Apoio às Políticas da Criança e do Adolescente, Carla Braun. É o caso das escolas e creches da Prefeitura e de suas unidades de saúde e espaços culturais, esportivos e de lazer.

A importância de brincar

Para os pequenos que moram com suas famílias e fazem atividades nos 45 Centros de Referência da Assistência Social (Cras) da FAS, o mês da criança está sendo marcado por oficinas de confecção de brinquedos, contação de histórias e espetáculos teatrais em espaços culturais em que a maioria nunca esteve. É o caso Guairinha, teatro onde grupos de crianças estão assistindo, em diferentes dias e horários, à peça Pinóquio.

Segundo Carla, a data também é uma oportunidade de promover a inclusão social da criançada com ações regionalizadas. “As comemorações são pretexto para estimulá-las a se reconhecer em novos lugares e brincadeiras com outras crianças”, diz. Cerca de 2 mil crianças e adolescentes frequentam os Cras, que funcionam nos bairros para prevenir casos de violência, abandono escolar e trabalho infantil.

Prevenir e cuidar

A FAS atende pessoas em condição de vulnerabilidade social de todas as idades por meio de ações preventivas e de assistência. As crianças têm papel de destaque nesse cuidado. As que têm seus direitos violados são enviadas para unidades de acolhimento próprias ou conveniadas enquanto estiverem sob medida judicial protetiva. Quem está em situação de rua, vai para casas de passagem com a mãe ou é encaminhado para os Conselhos Tutelares.

Segundo o Diagnóstico Social da Infância e Juventude, as crianças representam 15,5% da população da cidade, o que significa 271.126 moradores de 0 e 11 anos incompletos entre os 1.751.907 residentes em Curitiba. O documento foi idealizado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comtiba) e teve o apoio da FAS.

A fundação também é responsável pelo Cadastro Único do governo federal - uma espécie de censo sobre as pessoas em situação de vulnerabilidade, para promover a inclusão social. Das 297.804 pessoas pertencentes a 113.776 famílias que abriram ou atualizaram esse cadastro em Curitiba, 75.268 têm até 12 anos incompletos e, destas, 34.713 são beneficiadas pelo programa de renda mínima Bolsa Família.

Olhar para o risco

Além disso, educadores e assistentes sociais saem em busca de famílias em situação de rua com filhos pequenos que queiram pernoitar em casas de passagem ou aderir a outros serviços da FAS. De 1.582 abordadas no ano passado, 166 crianças e adolescentes foram encontrados nessa condição. Destas, 30 estavam desacompanhadas e nove tinham menos de 12 anos. Em 2018, até agosto, 27 das 1.759 buscas ativas encontraram crianças e adolescentes nas ruas.

Proteger e promover o retorno familiar também é a função das Unidades de Acolhimento Institucional - espaços onde são acomodadas crianças sob medida protetiva judicial. Das 246 nessa condição, 115 podem ficar nas seis unidades próprias da FAS. Enquanto permanecem nesses locais, as crianças vão à escola e têm acesso a atividades culturais, esportivas e de lazer.

As que têm família podem receber visitas de parentes. Para as que perderam o contato com pais, tios e avós, a FAS trabalha junto ao Juizado e à Promotoria da Infância e da Juventude para restabelecer os vínculos e fazer com que essas crianças voltem a viver com suas famílias.

 

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